Alessandra Galdo: Mestranda em Ciência da Informação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Administradora pela UFF (Universidade Federal Fluminense), especialista em Gestão de Recursos Humanos pela UGF (Universidade Gama Filho), especialista em Marketing pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Carioca, morando em Florianópolis e mãe de dois caras sensacionais.
RAZÕES DE SER DE UM BLOG:
E O QUE HÁ EM COMUM ENTRE 1968, GLOBALIZAÇÃO, G20, MOBILIZAÇÃO SOCIAL E BLOGS
O aforismo “arrêtez le monde, je veux descendre”, um dos motes das manifestações estudantis de 1968 em Paris, trazia um protesto e um desejo de mudança radical das instituições. As instituições não viraram de pernas pro ar, entretanto as manifestações de 1968 marcaram a história e através de movimentos sociais que explodiram em várias partes do mundo, transformaram radicalmente os costumes, os valores, os direitos e a visibilidade de minorias, as relações sociais, a vida privada e familiar.
Mas o que 1968 tem a ver comigo e com um blog?
No espírito combativo e libertário de 68, cresci no Rio em uma família singular pela pluralidade. Pluralidade de visões de mundo, de ideias discordantes e/ou consonantes, mas sempre em meio a muita conversa, leitura e debates de pontos de vista. Talvez por isso cresci curiosa e enxerida. Mais tarde, com enorme curiosidade e fascinação, acompanhei os avanços das redes eletrônicas que me ligavam a um mundo ao qual, até então, só era possível, via aérea. Comecei usando BBS e fui acompanhando, colada a um monitor (de fósforo branco), o DOS, a criação do Windows, a evolução das redes, o surgimento da www e a popularização disso tudo. Aquilo me parecia altamente libertador e revolucionário!
Redes globais de produção e redes globais de comunicação:
Assim, acompanhei muito de perto as inovações tecnológicas digitais viabilizando as redes globais de produção e, como consequência, a dita globalização. Globalização que, nesses dias de G20 e crise financeira global, vem sendo debatida, combatida, polarizada. Controversa, já que tudo pode (e precisa) ser visto sob olhares diferentes. Mas as mesmas inovações tecnológicas que possibilitam que (algumas) transnacionais contratem (explorem) mão de obra barata no terceiro mundo para fabricar produtos de luxo para o primeiro mundo, permitiram também, a mundialização dos debates, a articulação social veloz por meio da Internet, movimentos de adesão ou resistência às novas questões promovidas e ao mesmo tempo, debatidas nas redes, como as questões relacionadas aos direitos autorais versus os ideais de livre acesso à informação, o copyright x copyleft.
RAZÕES DE SER DE UM BLOG
Esse blog tem mais de uma razão de ser: hoje, não apenas acompanho (ainda fascinada), a evolução dessa cibersociedade, como me propus a estudar os fenômenos ligados à informação na dita Sociedade do Conhecimento. Assim, esse blog pretende ser uma página em branco para reflexões, um mapa mental para organizar informações e ideias para a minha dissertação de mestrado, e por fim, um espaço para compartilhar conhecimento.
Ah, sim…. Faltou um crédito aqui:
A decisão de criar um blog “mapa mental” começou a tomar forma a partir das ideias 2.0 que o Nepô andou colocando na minha cabeça…
Mais sobre as razões de manter um blog com finalidades, principalmente acadêmicas, AQUI.

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What communicative read.
Por: laptop store em 24/10/2011
às 21:51
Ale,
achei a entrada do blog promissora.
Viajo que com o blog estamos diante de uma mesa de trabalho compartilhada com várias pessoas.
Saímos da escuridão do nosso silêncio solitário para a luz das relações.
Parabéns pela iniciativa!!!
Abraços,
Nepomuceno.
Por: cnepomuceno em 07/04/2009
às 10:13
Obrigada, Nepô!
Quanto a compartilhar, sinto que essa nova fase da web trouxe uma riqueza de comunicação, integração, colaboração, etc, que me lembra muito o início da rede.
Aprendíamos a usar a internet, a construir sites (grande novidade naquele momento) ali nos newsgroups, uns com os outros, trocando idéias e informações.
Agora avançamos. A internet é apenas o meio, mas esse espírito de colaboração ganhou novo fôlego com as ferramentas 2.0.
Um abraço e obrigada pelo comentário!
Por: AleGaldo em 08/04/2009
às 23:51
Maravilha Ale! Teu blog caiu no momento em que eu, trabalhando na indústria discográfica, estou lendo as teorias de Roger Wallis sobre compartilhamento de arquivos!!
Por: Juan em 06/04/2009
às 20:54
Juan, a indústria fonográfica, assim como as editoras estão num turbilhão de transformações. O negócio é ficar antenado para evoluir junto. Acabei de ver uma notícia no O Globo online de que a TVG está investindo em “novas mídias complementares”… Essa integração de mídias e modelos diversos parece ser a melhor saída para as empresas de comunicação e de distribuição de informações. Um beijo pra vc, obrigada pela visita!
Por: AleGaldo em 09/04/2009
às 00:08
A relação me pareceu lógica, acho até que você pegou uma carona com o Gilberto Gil, que também fez uma relação parecida, dizendo que a Internet é a concretização de muito do que se havia sonhado… A liberdade (quase) absoluta, a proibição da proibição, e daí em diante. E o post está bem introdutório, sintetizando legalzim o assunto que você vai tratar no Blog e como você vai fazê-lo.
Por: Guilherme em 06/04/2009
às 01:32
Gui, você tem razão, o Gil é um entusiasta de primeira hora do espírito livre, colaborativo e, quando necessário, combativo, da Internet.
Isso me lembrou a música do Caetano, “é proibido proibir” Quando descobrir como se faz isso, coloco o vídeo do youtube com essa música por aqui.
ACHEI !!
Por: AleGaldo em 06/04/2009
às 02:30